Maria de Nazaré, Mãe Santíssima de Jesus, por Vicente Rocha

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© Vicente Rocha

A cristandade ocidental saúda Maria de Nazaré com especial carinho e respeito. Não poderia ser diferente, visto a capacidade magnânima de Maria na condução de uma missão tão singularmente delicada. Do seu ventre nasceu Jesus, dos seus braços cresceu o menino que trouxe uma revolução ética-religiosa extremamente expressiva, que perpassam vários séculos, mas ainda não conseguimos vivenciar a essência dessa boa nova.

É de notória compreensão que a escolha da Maria de Nazaré, para mãe de Jesus, ocorreu através de reuniões da equipe que preparou o plano reencarnatório do Mestre. Fez-se necessário decidir por um ser espiritual de elevada grandeza (intelectual; ético-moral; humildade; resignação) e compatível com a elevação do Cristo.

A primeira citação marcante ao nome de Maria remota à anunciação do Anjo Gabriel. Mesmo consciente da árdua missão a cumprir, dos muitos sofrimentos que iriam decorrer daquela decisão, Maria de Nazaré manteve-se firme no seu compromisso de ajuda na evolução espiritual da humanidade. Na força do seu livre arbítrio, Maria simplesmente diz ao Anjo: “Eis aqui a serva do Senhor”, em um gesto relevante para a execução do planejamento reencarnatório de Jesus. Discutir aspecto relacionado à virgindade de Maria de Nazaré é uma polemica irrelevante e sem razão, bastando uma leitura atenta da Bíblia e do pentateuco Kardequiano para dirimir as mais diversas dúvidas. No mesmo padrão, pode-se reafirmar que este tema é irrelevante, posto que a missão de Maria é de um plano muito superior a este tipo de questionamento.

Apesar de poucos estudos da Bíblia, bem como da literatura espirita, acerca do comportamento de JESUS-MENINO, pode-se colher narrativas que apontam a dedicação e a compreensão da Mãe Maria de Nazaré. O Livro de Lucas apresenta uma passagem da visita a Jerusalém, em que os pais encontraram Jesus no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Aqueles que o ouviam, estavam admirados com a sua inteligência e as suas respostas, considerando que viviam num contexto social em que as crianças tinham papel meramente secundário. No Livro BOA NOVA (ditado a Chico Xavier pelo espirito de Humberto de Campos) consta o diálogo de Maria de Nazaré e sua prima Ana, em que a primeira conta que, quase sempre, surpreende Jesus-Menino proferindo palavras caridosas às pessoas mais humildes e sofredoras. Viajantes misérrimos recebiam palavras de força e paz, enquanto os pobres e desvalidos eram acolhidos com palavras de conforto.

Tempos depois e decorrida as pregações de Cristo, Maria recebe de João, o Evangelista, a notícia que Jesus tinha sido preso e condenado à morte no Monte Gólgota. Apesar da imensa dor cortando-lhe o coração, aquela mãe amorosa acompanha todo calvário de Jesus, da caminhada com o madeiro nas costas até a sua crucificação e desencarne. Seus olhos eram fontes abundantes de lágrimas que inundavam a sua face. Mesmo assim, Maria de Nazaré nos ensina uma sublime lição de resignação e do amor puro, recebendo o corpo desfalecido do filho com dor e com aceitação, considerando o cumprimento de uma missão. Naquele mesmo episódio, a humanidade recebe de Jesus a lição relativa aos verdadeiros laços familiares, explicitando que esses laços são formados pela afinidade espiritual (“Mulher eis aí o teu filho. Filho eis aí a tua mãe”).

A resignação de Maria de Nazaré se mostra mais intensa quando, depois do desencarne de Jesus, ela vai morar numa choupana humilde na cidade de Efésio. Ela torna aquele ambiente em fonte de luz e amparo para os desesperançados, doentes e aflitos. Junto a João, ela trabalha incessantemente para aliviar dores, purificar leprosos e curar doentes, da mesma forma amorosa como Jesus atendia os necessitados, tal qual fossem todos irmãos. Aquela choupana singela recebe o nome de CASA DA MÃE SANTISSIMA.

***trabalhador da Associação Luminar de Espíritas Magnetizadores (ALEM) da cidade de Campina Grande/PB. Atua na aplicação de passes magnéticos (presencial e à distância). Busca o conhecimento e a compreensão da ética cristã através do estudo do Evangelho de Jesus e do pentateuco Kardequiano.

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