Entregue-se a Jesus, por Adriana Vital

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© Adriana Vital

Quando a caminho de Damasco o perseguidor Saulo encontrou Jesus, tão intensa a luz que o envolveu, que ficou cego. Absolutamente impressionado pelo poder do seu perseguido, caído no solo árido e poeirento, perguntou: “Senhor, que queres que eu faça?”. Essa pergunta mudou completamente a vida daquele que veio a ser conhecido como O Apóstolo da Gentilidade e que vivia àquela época, a pandemia do ódio, da ignorância, do orgulho e do rigor e extremismo religioso.

Crises e desafios existenciais sempre estiveram presentes por toda parte e em todos os tempos, como flagelos destruidores que são instrumentos de renovação da criatura e do mundo. Nesse momento, em meio a essa grave tribulação que assola o planeta, nessa pandemia terrível que nos aterroriza e transtorna, temos a oportunidade de nos (re)encontrarmos com Jesus e de ouvir seu chamado. Certamente que não na condição de Paulo de Tarso, porque espírito amadurecido, mas na nossa humilde condição de espíritos em processo de despertar, que guardamos conosco grilhões que ainda nos algemam às nossas sombras pretéritas, das quais ainda não quisemos nos desvencilhar.

Ouvir o chamamento amoroso de Jesus, e perguntar-Lhe o que quer que façamos, é uma oportunidade de ressignificar as atitudes e reprogramar a vida.  A entrega a Jesus é uma urgência no processo evolutivo, porque Ele é ‘o caminho, a verdade e a vida’ e ‘ninguém vai ao Pai’ senão por Ele. E ir ao Pai é a proposta de renovação dos espíritos que reencarnamos na Terra.

Considerando a pandemia que assola a Terra, como grande flagelo destruidor, que quer Jesus de nós nesse momento? Que nos perturbemos uns aos outros por meio da veiculação de mensagens de áudios e vídeos que deprimem e desencantam? Que enlouqueçamos em função dos desesperos individuais e coletivos? Que nos destruamos pela inobservância das recomendações dos órgãos de saúde e pela invigilância para com os princípios da lei de conservação? Ou que nos auxiliemos mutuamente, que nos amparemos uns aos outros, que renovemos o entusiasmo pela vida, a fé em Deus e a confiança da ação constante dos Celestes Benfeitores que, sob a tutela e orientação de Jesus, coordenam o processo de regeneração do planeta Terra?

No livro Levantar e Seguir, o benfeitor Emmanuel nos lembra que Jesus é o ‘Orientador Supremo de todas as almas que permanecem ou transitam no mundo terreno’, dos que aprendem ou resgatam, dos que se curam ou que expiam’. E a veneranda Joanna de Angelis no livro Jesus e Atualidade estabelece que ‘Jesus, na humanidade, significa a luz que a aquece e a clareia’.

Jesus é o Amor e somente Ele será capaz de resgatar a humanidade de suas sombras ancestrais, de suas aflições vazias. O Amor, lembra o espírito Bezerra de Menezes, continua sendo a receita que temos a oferecer àqueles que buscam o socorro espiritual para as suas problemáticas de saúde.

Guardemos a certeza de que Ele prossegue convidando-nos amorosamente a segui-Lo, por isso, não nos deixemos desesperar, fazendo coro com o magnetismo do desequilíbrio reinante, das mentes que pululam amargura e tormenta, atingindo corações vulneráveis e contaminando com desesperança oportunidades preciosas de vida. Façamos como rogou em sua oração, o amoroso Francisco, o Sol de Assis, ao pedir a Deus: ‘Senhor fazei-me instrumento de Seu amor e de Sua paz’.

No momento presente, em que as angústias e as incertezas têm inquietado o coração da maioria das pessoas, causando tormentas e dores incalculáveis, para que sejamos iluminados e envolvidos pela Divina Claridade, que ampara e renova as forças, é imprescindível ouvir o amoroso chamado de Jesus ‘vem e segue-me’ (Mt, 4:18) e responder como Paulo “Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 22:10).

*** professora universitária e palestrante espírita, Coordenadora do Movimento Espírita no Cariri Paraibano e presidente do Núcleo Espírita Mensageiros do Bem (NUBEM – Sumé PB).

 
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